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Artigo | Transtorno de Personalidade Borderline

O vazio crônico no TPB: quando parece faltar algo dentro de si

Como reconhecer essa experiência, compreender suas possíveis origens e buscar tratamento

Jandré Lopes • Psicólogo • CRP 06/215909

Psicologia baseada em evidênciasLeitura aproximada: 19 minutos
Ilustração editorial abstrata em azul profundo, cinza e creme com brilho dourado suave, representando o vazio crônico e a reconexão emocional.

Imagine chegar ao fim de um dia cheio de conversas e tarefas e, ainda assim, sentir que nada daquilo parece ter chegado até você. Algumas pessoas descrevem assim o vazio: uma distância de si mesmas, dos outros ou da vida que levam. No Transtorno de Personalidade Borderline (TPB), sentimentos crônicos de vazio fazem parte dos critérios diagnósticos. O mesmo relato, porém, pode aparecer fora do TPB. Entender o que está acontecendo exige ouvir a pessoa e conhecer seu contexto.[1–4]

Essa sensação pode causar sofrimento considerável, mesmo quando a vida parece organizada para quem vê de fora. Há formas de cuidar dela. O primeiro passo é descobrir como se manifesta naquela pessoa, em vez de supor que a palavra “vazio” tenha um significado único.

1. O que significa “vazio crônico”?

Quando alguém diz “sinto um vazio”, vale perguntar o que essa palavra quer dizer para ela. Nas entrevistas de pesquisas qualitativas, surgem descrições de desconexão de si e dos outros, falta de sentido, dificuldade de reconhecer um “eu” consistente, entorpecimento e solidão interna.[2,3] Há quem sinta uma dor difícil de suportar e quem perceba uma ausência silenciosa. A imagem do “buraco” comunica a experiência; não descreve um espaço vazio no cérebro.

O termo “crônico” se refere à persistência ou ao retorno da sensação ao longo do tempo. Ela pode variar de intensidade, inclusive no mesmo dia. O critério diagnóstico não fixa uma duração mínima ou máxima em horas ou dias: o que importa é o padrão de funcionamento, seu contexto e suas consequências.[1,4]

2. Onde o vazio aparece no diagnóstico do TPB?

No DSM-5-TR, “sentimentos crônicos de vazio” são um entre nove critérios do TPB. O diagnóstico exige uma avaliação clínica de um padrão persistente e disseminado, com prejuízo ou sofrimento, e pelo menos cinco dos nove critérios do conjunto diagnóstico. Uma pessoa pode ter TPB sem relatar vazio; outra pode relatar vazio e não ter TPB.[1] A CID-11 organiza os transtornos de personalidade de outra maneira, com avaliação da gravidade e qualificadores, incluindo o padrão borderline. As duas classificações não devem ser misturadas como se usassem a mesma contagem de critérios.[5]

Na avaliação, o profissional pergunta quando a sensação começou, quando reaparece e o que muda nas relações, na autoimagem e na rotina. Também investiga oscilações emocionais, impulsividade, acontecimentos de vida e outras condições. O relato ajuda a entender o quadro inteiro; isolado, não funciona como teste de TPB.[1,4]

3. Como a pessoa percebe isso no cotidiano?

Pense em alguém que consegue trabalhar e conversar normalmente, mas, quando chega em casa, sente dificuldade de reconhecer o que deseja ou de se conectar com algo de que antes gostava. É um exemplo hipotético, não a descrição de um paciente nem um sinal que confirme TPB. Para outra pessoa, o vazio aparece após uma perda ou um conflito; às vezes não há um desencadeante claro.[2,3]

A rotina pode continuar funcionando, ou o sofrimento pode levar ao afastamento de tarefas e vínculos. Amigos, compromissos e conquistas não medem a intensidade dessa experiência.

4. Vazio, solidão, tédio, anedonia e depressão são a mesma coisa?

Essas experiências podem se sobrepor, mas não são sinônimos. A tabela ajuda a organizar perguntas clínicas, não a fazer autodiagnóstico.[2–4]

ExperiênciaPergunta que ajuda a descrevê-laNuance importante
Vazio subjetivo“Sinto falta de conexão comigo, com os outros ou de sentido?”Pode persistir mesmo acompanhado e com atividades prazerosas.
Solidão“Sinto falta de vínculos ou de proximidade?”É possível estar só sem sofrer e estar acompanhado sentindo-se só.
Tédio“Estou sem estímulo ou interesse nesta situação?”Em geral se relaciona ao contexto, mas pode coexistir com vazio.
Anedonia“Perdi interesse ou prazer em coisas que antes me interessavam?”É um sintoma importante na avaliação de depressão, mas não a define sozinho.
Episódio depressivo“Houve uma mudança sustentada de humor ou interesse com outros sintomas e prejuízo?”Exige avaliação de duração, sintomas associados, contexto e diagnóstico diferencial.
Dissociação“Sinto-me distante do meu corpo, da realidade, da memória ou da experiência?”Pode ocorrer junto com vazio, mas descreve um fenômeno diferente.

Na depressão, podem aparecer humor deprimido, perda de interesse, alterações de sono e apetite, culpa, lentificação, fadiga e pensamentos de morte, em uma combinação e duração clinicamente relevantes. É possível ter TPB e um episódio depressivo ao mesmo tempo. Dizer que a tristeza é “só do TPB” pode impedir cuidados necessários.[1,6]

5. Por que isso pode acontecer?

As pesquisas não apontam uma causa única. Entre os fatores estudados estão dificuldades de identidade e de continuidade do senso de si, desconexão nas relações, emoções difíceis de reconhecer ou regular e sensação de não pertencer a lugar algum. Experiências adversas podem ter importância na história de algumas pessoas.[2,3,7] Essas associações não explicam automaticamente um caso individual.

Uma pessoa pode, por exemplo, adaptar constantemente gostos e opiniões para preservar um vínculo. Quando está sozinha, percebe dificuldade de identificar preferências próprias. Outra pode manter uma identidade estável e, ainda assim, descrever vazio em períodos de intensa desconexão emocional. Ter TPB não implica necessariamente ter vivido trauma; ter vivido trauma não significa ter TPB. Uma história de trauma merece avaliação própria, sem ser presumida.[2,3,8]

6. Identidade e relações: como esses temas se conectam?

O senso de identidade envolve perceber certa continuidade entre passado, presente, valores, escolhas e relações. No TPB, algumas pessoas relatam uma autoimagem que muda muito conforme o contexto. Quando o senso de si depende fortemente de aprovação externa, uma separação ou um momento de solidão pode intensificar a sensação de não saber quem se é. Isso é uma formulação clínica possível, não a explicação de todo vazio.[2,3]

Uma relação próxima pode trazer alívio. Se, porém, a sensação de ser alguém depende sempre da presença ou aprovação do outro, períodos de distância podem se tornar muito difíceis. A terapia pode trabalhar tanto a segurança nos vínculos quanto interesses, escolhas e espaços próprios, sem tratar a necessidade de proximidade como defeito.

7. É uma forma de não sentir nada?

Às vezes o vazio é vivido como anestesia; em outras, como uma emoção intensamente dolorosa. A pessoa pode alternar momentos de entorpecimento e de angústia. Perguntas como “É ausência de emoção ou há tristeza, vergonha, medo e raiva misturados?” ajudam a diferenciar esses estados. Não se deve presumir que o vazio seja simplesmente falta de sentimentos.[2,3]

Também importa observar se há episódios de despersonalização, desrealização ou lapsos de memória, que pedem uma investigação específica. Nomear fenômenos distintos permite oferecer intervenções mais adequadas.

8. Existe uma explicação neurológica ou um neurotransmissor responsável?

Emoção, aprendizagem, resposta à ameaça, recompensa e interação social envolvem o sistema nervoso. Ainda assim, não foi identificado um circuito, exame cerebral ou neurotransmissor que explique, sozinho, o vazio crônico. Há menos pesquisas diretamente sobre esse sintoma do que sobre o TPB em geral.[2,4] A frase “é falta de dopamina” ou “é falta de serotonina” parece simples, mas vai além do que sabemos.

O desenvolvimento, as experiências de vida, o ambiente atual e processos neurobiológicos podem interagir. Nenhum desses níveis, considerado isoladamente, conta toda a história.

9. O que as pesquisas mostram sobre frequência e evolução?

É tentador perguntar: “Quantas pessoas com TPB sentem isso?”. Hoje, não existe um percentual único que se aplique a todas elas. Os estudos recrutam grupos diferentes e nem sempre usam a mesma definição ou instrumento para medir o vazio. Uma revisão sistemática destacou essa dificuldade.[2]

Em um acompanhamento prospectivo publicado em 2025, pesquisadores avaliaram 290 pessoas com TPB e 72 com outros transtornos de personalidade, inicialmente internadas, ao longo de 24 anos. A intensidade do vazio era maior no grupo TPB no início e diminuiu em média ao longo do tempo nos dois grupos. Uma história de TEPT e indicadores de competências na infância se associaram à evolução do sintoma nesse grupo. A amostra clínica e o método de autorrelato limitam a generalização; o achado não promete uma trajetória igual para todos nem prova qual tratamento causou melhora.[8]

10. Existe relação com impulsividade, autolesão e suicídio?

Quando o vazio se torna insuportável, algumas pessoas procuram alívio imediato e podem agir impulsivamente. Isso não acontece com todas. Estudos observacionais encontraram associação entre vazio e indicadores de risco suicida; essa associação não permite afirmar que o sintoma causou uma autolesão ou prever o comportamento de alguém.[2,9,10]

Em um estudo experimental pequeno, com 40 participantes com TPB, maior intensidade de vazio se associou a maior intensidade inicial de vontade de morrer; não previu significativamente o aumento dessas vontades depois de um estressor interpessoal nem a reatividade da vontade de se autolesionar. Os resultados justificam perguntar diretamente sobre segurança, sem prever o risco de uma pessoa a partir de um único sintoma.[9]

11. Quando procurar uma avaliação profissional?

Procure avaliação quando a sensação é recorrente, prolongada, causa sofrimento, interfere no sono, no trabalho, no estudo ou nas relações, ou leva a comportamentos de risco. A avaliação é especialmente importante quando há sintomas depressivos, dissociação, uso problemático de álcool e outras drogas, autolesão ou pensamentos de morte. Não é preciso esperar uma crise grave para pedir ajuda.[4,6]

Um profissional pode explorar: desde quando acontece; como a pessoa descreveria a sensação; quando melhora ou piora; como estão os vínculos e a autoimagem; que estratégias usa para lidar; presença de sintomas depressivos, trauma, sono, substâncias e condições médicas; e quais são os riscos atuais. Escalas podem complementar, mas nenhuma pergunta isolada ou teste online fecha o diagnóstico.[1,2,4]

12. Quais abordagens de psicoterapia têm respaldo científico?

Para quem tem TPB, a psicoterapia estruturada ocupa lugar central no tratamento. A diretriz da American Psychiatric Association de 2024 recomenda combinar com a pessoa um plano individualizado que inclua a avaliação de riscos e de outras condições presentes.[4] Uma revisão Cochrane encontrou benefícios de psicoterapias desenvolvidas para o transtorno em diferentes desfechos, embora a certeza dos achados varie. Não há uma única abordagem superior para todas as pessoas.[12]

A terapia comportamental dialética (DBT/TCD), a terapia baseada em mentalização (MBT), a terapia do esquema, a psicoterapia focada na transferência (TFP) e o manejo psiquiátrico geral estruturado (GPM) são exemplos de modelos estudados para o transtorno como um todo. Eles podem trabalhar habilidades emocionais, autoimagem, padrões relacionais, segurança e vida cotidiana de formas distintas.[4,12] Isso não significa que cada modalidade tenha demonstrado, em ensaio específico, curar o vazio isoladamente. A pesquisa sobre intervenções direcionadas a esse sintoma ainda é insuficiente para apontar uma técnica única como solução.[2,3]

13. Como a psicoterapia pode trabalhar o vazio na prática?

Na prática, a conversa pode começar por uma pergunta simples: “Quando você diz vazio, como é isso para você?”. Juntos, paciente e profissional observam o que acontece antes e depois da sensação, se há afastamento, conflitos, mudanças no sono ou tentativas de obter alívio. Esse mapa ajuda a escolher o que trabalhar, sem presumir a causa de antemão.[3,4]

O trabalho pode incluir aprender a identificar estados internos, atravessar emoções intensas com segurança, reconhecer valores e preferências próprias e compreender padrões nas relações. Se houver depressão, TEPT ou uso problemático de substâncias, essas condições também precisam de atenção. Esses são alvos clínicos plausíveis em tratamentos estudados para o TPB; ainda faltam pesquisas que mostrem quanto cada exercício, isoladamente, reduz o vazio.[2–4,12]

Se houver dissociação intensa ou risco de autolesão, o plano precisa priorizar estabilização e segurança. Mudanças sustentadas muitas vezes exigem tempo, continuidade e ajustes do tratamento; oscilações não anulam o progresso.[4,8]

14. Medicamentos tratam o vazio crônico?

Não existe medicamento estabelecido para “preencher” o vazio ou tratar especificamente esse critério do TPB. A diretriz da APA orienta que, se medicamentos forem usados no cuidado de uma pessoa com TPB, tenham alvo clínico definido, revisão periódica e duração justificada, considerando riscos, benefícios e outras condições diagnosticadas.[4] Antidepressivos, por exemplo, podem ser considerados quando houver uma depressão concomitante avaliada clinicamente; isso não equivale a afirmar que tratam o vazio do TPB.

Alterar ou interromper uma medicação por conta própria pode causar problemas. Qualquer decisão sobre prescrição cabe ao profissional habilitado em diálogo com a pessoa atendida.

15. O que pode ajudar entre as sessões?

Entre as sessões, vale observar o que acontece em momentos concretos, sem cobrar de si uma melhora imediata. As sugestões abaixo podem complementar o cuidado profissional e ser ajustadas conforme a necessidade.[3,4]

  1. Registrar o padrão: anote quando o vazio aparece, intensidade aproximada, contexto, pensamentos, necessidades percebidas e o que aconteceu depois.
  2. Nomear o estado atual: pergunte “Além do vazio, o que sinto no corpo? Que emoção talvez esteja difícil de reconhecer?”. Evite forçar uma resposta imediata.
  3. Criar continuidade: retome atividades pequenas, realistas e ligadas a interesses ou valores próprios, mesmo quando o entusiasmo ainda não apareceu.
  4. Buscar vínculo com limites: combine formas concretas de contato com pessoas de confiança, sem exigir disponibilidade permanente de uma só pessoa.
  5. Preparar alternativas seguras para crises: liste contatos, lugares de cuidado e atitudes que diminuem risco antes de uma piora.

Uma anotação, um contato combinado ou uma atividade curta pode ajudar a reconhecer padrões. Nenhuma dessas medidas resolve, por si só, o vazio de todas as pessoas.

16. Como familiares e pessoas próximas podem apoiar?

Escutar sem ridicularizar já ajuda a tornar a experiência comunicável. Em vez de “Você tem tudo, não deveria se sentir assim”, é mais útil perguntar: “Como é essa sensação para você?” e “O que ajudaria agora?”. A pessoa próxima pode oferecer presença, previsibilidade e incentivo ao tratamento, enquanto mantém limites saudáveis e leva a sério sinais de risco.[4]

Familiares também podem precisar de orientação. Não cabe a eles fazer diagnóstico, monitorar cada emoção nem se tornar a única fonte de regulação da pessoa. Em uma situação de risco, procurar ajuda profissional e serviços de urgência é uma forma concreta de cuidado.

17. Perguntas frequentes

O vazio é exclusivo do TPB?

Não. Pode ocorrer em diversas condições e em períodos difíceis da vida. A presença isolada do sintoma não autoriza um diagnóstico de TPB.[1–3]

Se me sinto vazio apesar de ter amigos, o sentimento é “injustificado”?

Não. Conexão subjetiva não se mede apenas pela quantidade de pessoas por perto. A investigação pergunta como você se sente consigo e com os outros, sem julgar a validade da experiência.[2,3]

O vazio pode desaparecer?

Pode diminuir, mudar de intensidade e deixar de limitar a vida. O estudo de 24 anos encontrou redução média ao longo do tempo, mas não determina o resultado de cada pessoa.[8]

Preciso preencher todos os critérios de TPB para receber ajuda?

Não. Sofrimento, prejuízo ou risco merecem avaliação e cuidado mesmo sem um diagnóstico de TPB.[4]

Conclusão

Uma agenda cheia não informa como alguém se sente quando fica a sós consigo. Para compreender o vazio, é preciso saber que forma ele assume, quando aparece, como afeta as relações e se vem acompanhado de depressão, dissociação ou risco. O sintoma, sozinho, não define um diagnóstico.[1–4]

Quando esse sofrimento encontra espaço para ser descrito e investigado, o tratamento pode trabalhar o que importa naquela história: segurança, vínculos, emoções e senso de continuidade pessoal. Há possibilidade de melhora, embora ainda faltem estudos capazes de apontar uma causa única ou uma técnica específica que funcione para todos. Pedir ajuda antes que o sofrimento se agrave é um começo possível.[2–4,8,12]

Referências

  1. American Psychiatric Association. Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders, 5th ed., text revision (DSM-5-TR). 2022. DOI: 10.1176/appi.books.9780890425787. https://doi.org/10.1176/appi.books.9780890425787
  2. Miller CE, Townsend ML, Day NJS, Grenyer BFS. Measuring the shadows: A systematic review of chronic emptiness in borderline personality disorder. PLOS ONE. 2020;15(7):e0233970. DOI: 10.1371/journal.pone.0233970. https://doi.org/10.1371/journal.pone.0233970
  3. Miller CE, Townsend ML, Grenyer BFS. Understanding chronic feelings of emptiness in borderline personality disorder: a qualitative study. Borderline Personality Disorder and Emotion Dysregulation. 2021;8:24. DOI: 10.1186/s40479-021-00164-8. https://doi.org/10.1186/s40479-021-00164-8
  4. American Psychiatric Association. The American Psychiatric Association Practice Guideline for the Treatment of Patients With Borderline Personality Disorder, 2nd ed. 2024. DOI: 10.1176/appi.books.9780890428009. https://doi.org/10.1176/appi.books.9780890428009
  5. World Health Organization. Clinical descriptions and diagnostic requirements for ICD-11 mental, behavioural and neurodevelopmental disorders. 2024. Publicação da OMS. https://www.who.int/publications/i/item/9789240077263
  6. National Institute of Mental Health. Depression. Página institucional. https://www.nimh.nih.gov/health/topics/depression
  7. Klonsky ED. What is emptiness? Clarifying the 7th criterion for borderline personality disorder. Journal of Personality Disorders. 2008;22(4):418–426. DOI: 10.1521/pedi.2008.22.4.418. https://doi.org/10.1521/pedi.2008.22.4.418
  8. Hein KE, Glass IV, Frankenburg FR, Fitzmaurice GM, Zanarini MC. Emptiness in patients with borderline personality disorder: Severity and predictors of outcome over 24 years of prospective follow-up. Journal of Affective Disorders. 2025;372:234–240. DOI: 10.1016/j.jad.2024.11.075. https://doi.org/10.1016/j.jad.2024.11.075
  9. Fulham L, Forsythe J, Fitzpatrick S. The relationship between emptiness and suicide and self-injury urges in borderline personality disorder. Suicide and Life-Threatening Behavior. 2023;53:362–371. DOI: 10.1111/sltb.12949. https://doi.org/10.1111/sltb.12949
  10. Yen S, Peters JR, Nishar S, et al. Association of borderline personality disorder criteria with suicide attempts: Findings from the Collaborative Longitudinal Study of Personality Disorders over 10 years of follow-up. JAMA Psychiatry. 2021;78(2):187–194. DOI: 10.1001/jamapsychiatry.2020.3598. https://doi.org/10.1001/jamapsychiatry.2020.3598
  11. Centro de Valorização da Vida. Ligue 188. Atendimento oficial. https://cvv.org.br/ligue-188/
  12. Storebø OJ, Stoffers-Winterling JM, Völlm BA, et al. Psychological therapies for people with borderline personality disorder. Cochrane Database of Systematic Reviews. 2020;5:CD012955. DOI: 10.1002/14651858.CD012955.pub2. https://doi.org/10.1002/14651858.CD012955.pub2
  13. Ministério da Saúde. Serviço de Atendimento Móvel de Urgência — SAMU 192. Página oficial. https://www.gov.br/saude/pt-br/composicao/saes/samu-192

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